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Mostrando postagens de setembro, 2018

Desespero silencioso

Agora eu me sinto pendurado numa teia de linhas tão finas, quase invisíveis E sinto a todo momento que estou a ponto de cair Antes havia uma corda forte, resistente, mas tudo dependia dela, e isso me assustava Eu cortei-a e não tenho arrependimentos Só gostaria de conhecer um caminho, uma luz no fim do túnel  pra que eu pudesse seguir sem precisar pensar, refletir, desconfiar demais Me sinto como alguém sozinho numa ilha, com nada além de uma faca na mão tudo que se aproxima é considerado ameaça, por precaução É como se tudo fosse uma questão de sobrevivência Não gosto de ser tão cuidadoso, de evitar riscos Não nasci pra ser covarde

Desesperança

E os críticos próximos a mim não são mais tão críticos nem estão mais tão próximos assim A tudo parece se perder na cortina de fumaça em que a rotina nos insere Me sinto perdido, porém dessa vez estou sozinho não reconheço mais quem costumava me compreender nem sequer reconheço mais a mim Ainda tenho muito a caminhar porém já não sei mais pra onde Procuro respostas nas palavras de quem sucumbiu as próprias atribulações Desisti de me dopar com o que me mata aos poucos E o amor está aqui incluso O altruísmo antes fonte de esperança já não me desperta interesse O egoísmo também não me parece remédio Que os ventos tragam nuvens de esperança e ternura Ou temo a que ponto tudo possa chegar