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Desespero silencioso

Agora eu me sinto pendurado numa teia de linhas tão finas, quase invisíveis
E sinto a todo momento que estou a ponto de cair
Antes havia uma corda forte, resistente, mas tudo dependia dela, e isso me assustava
Eu cortei-a e não tenho arrependimentos
Só gostaria de conhecer um caminho, uma luz no fim do túnel 
pra que eu pudesse seguir sem precisar pensar, refletir, desconfiar demais
Me sinto como alguém sozinho numa ilha, com nada além de uma faca na mão
tudo que se aproxima é considerado ameaça, por precaução
É como se tudo fosse uma questão de sobrevivência
Não gosto de ser tão cuidadoso, de evitar riscos
Não nasci pra ser covarde


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