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Desesperança

E os críticos próximos a mim não são mais tão críticos
nem estão mais tão próximos assim
A tudo parece se perder na cortina de fumaça em que a rotina nos insere
Me sinto perdido, porém dessa vez estou sozinho
não reconheço mais quem costumava me compreender
nem sequer reconheço mais a mim
Ainda tenho muito a caminhar
porém já não sei mais pra onde
Procuro respostas nas palavras de quem sucumbiu as próprias atribulações
Desisti de me dopar com o que me mata aos poucos
E o amor está aqui incluso
O altruísmo antes fonte de esperança já não me desperta interesse
O egoísmo também não me parece remédio
Que os ventos tragam nuvens de esperança e ternura
Ou temo a que ponto tudo possa chegar

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